quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Poder Produtivo

Em Teoria das Relações Internacionais 2 estudamos vária novas concepções do poder no campo dos estudos internacionais. Um deles, o que eu mais gostei de pensar sobre, era o poder produtivo. Basicamente, focava-se em dois pilares pincipais: a linguagem (própria mente dita) e a sociabilidade (que também envolve linguagem, obviamente). É exatamente o poder produtivo que é percebido n a produção de discursos internacionais como, por exemplo, o rótulo "Eixo do Mal" cunhado pelos EUA após 11 de setembro para denominar os seus principais opositores: Irã, Cuba, Coréia do Norte e Síria. O sentido social do poder produtivo não é fácil de ser observado, e, devido à isso, tem ficado a margem de muitas análises. Em linhas gerais, a análise construtivista - princiapl corrente teórica que lida com esse tipo de poder - tenta explicar que as relações internacionais são sociais. Metaforicamente, poderiamos perceber, grosseiramente, os países como pessoas. Nesse âmbito, o poder produtivo é encontrado como a capacidade das relações sociais construírem o poder a partir da sua condição co-constitutiva. Enfim, basta de rel.

O que importa é que esse conceito sempre esteve na minha cabeça e, de um tempo pra cá, eu tenho observado ele "dentro de mim". Eu tenho reparado muito o tanto que eu me condiciono de acordo com os discursos que eu mesmo crio. E nem estou dizendo isso à respeito das minhas relações com outras pessoas ou outros grupos não, reparei isso mais em relação a mim mesmo. Coisas bem banais, mas que, ao final do dia fazem muita diferença. Tipo, hoje, voltando pra casa da UnB, me dei conta de um leve cansaço. Era realmente um cansaço leve, puramente físico, nada que um banho não restaurasse traqüilamente. No entando, minha mente se perdeu nessa idéia (óbviamente esse processo não me foi visível, só estou dando forma à ele agora). Eu desci ladeira abaixo pensando o quão casado estava. Chegando em casa, à hora de sentar e estudar, digo para mim mesmo, nossa, mas eu estou tão cansado hoje...E não consigo mais me livrar dessa teia que eu mesmo construí. Isso tem acontecido tanto comigo...

5 comentários:

Cazarim de Beauvoir disse...

"o quão casado estava". ato falho que nunca falha: "cansado" ser trocado por "casado". às vezes, só às vezes, eu adoro freud.

Luiza disse...

me identifiquei. rs.

beto,,, disse...

heheh, idem idem

beto,,, disse...

idem idem ao cazarim, rs

beto,,, disse...

na verdade, nao gosto de poder. hahaha géeeela